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Pai??? - Mãe??? - A filha - 46x

De repente, estávamos na frente de um hospital. Finalmente eu estava voltando ao normal, os poderes que eu tinha herdado de meus pais estavam firmes e eu podia fazer o que queria. Mas, infelizmente, eu não fazia milagre.

Meu pai estava em meus braços, sangrando. Percebi que já havia sangrado o bastante para estar em risco. Assim, me bateu um desespero e comecei à gritar por ajuda. Estava numa rua tranquila, quase não havia ninguém, a não ser dentro do hospital que havia em frente. Assim que, ninguém tinha visto como havíamos chegado lá.

Pai??? - Mãe??? - A filha - 45x

- Peter! - gritei, indo ao seu encontro.

Sem hesitar, o abracei fortemente, enquanto chorava desesperada. Logo percebi alguns gemidos que ele fazia - gemidos de dor. Fui saindo do abraço aos poucos e comecei a sentir algo úmido em minha roupa. Olhei para ele e estava sangrado. Fiquei ainda mais desesperada, assustada, espantada. Seu peito estava sangrando e sua camisa estava toda ensanguentada.

- Pa... O que aconteceu? - indaguei, enquanto chorava.

Apoiei minhas mãos no ombro dele, tentando ajudá-lo. Ele estava fraco, então o ajudei a sentar. Em seguida, sentei ao seu lado e coloquei a mão sobre sua ferida.

- Você está bem? - indagou ele, com uma voz fraca e me olhando.

Eu assenti com a cabeça.

- Como isso aconteceu? - indaguei. - Por que está ferido? - apertei o machucado dele, para poder estancar o sangue.

Novamente, ele gemeu de dor.

- Consegui fugir de Benjamin... - disse ele, fraco. - Estava á procura de vocês... - ele se referia á Lali e eu.

- Ela está bem! - exaltei, me aproximando mais dele. - Agora você precisa ir para o hospital... E rápido! - comecei á levantá-lo e ele apoiou suas mãos no meu ombro.

Consegui levantá-lo e ele ficou apoiado em mim. Era difícil ficar de pé com todo aquele peso, mas meu objetivo era levá-lo para hospital e tratá-lo logo.

- Não sei se consigo! - exaltou ele, me olhando.

- Vamos conseguir, papai... Vamos conseguir! - exaltei, olhando nos olhos dele.

De repente, ouvimos um barulho... Alguém se aproximava.

- Oh! Ali estão eles... - disse Benjamin, se aproximando.

Me bateu um desespero, não sabia o que fazer. Correr não poderia, já que não aguentaria o peso de Peter. A cada segundo Benjamin se aproximava mais e mais. Peter tentou ir pra minha frente, mas não encontrava forças. Tudo piorou quando apareceram mais dois homens por trás. Fechei os olhos e...

CONTINUA...

Pai??? - Mãe??? - A filha - 44x

Enquanto caminhávamos rapidamente, comecei á fazer perguntas á Tic Tac.

- O que está acontecendo comigo? Onde meu pai está?

- A sua segunda pergunta responde á primeira. E, respondendo á sua segunda pergunta: ele está muito longe! - exaltou ele, me deixando confusa.

- O que você quer dizer com isso? - indaguei - O que está acontecendo com os meus poderes?

Depois de ser sequestrada por Benjamin, foi a primeira e única vez que fiquei longe do meu pai... Mesmo indo para o passado, eu e ele sempre vivíamos juntos (em sintonia), seja o Peter velho como o atual, o que sinto muita falta.

- Quanto mais longe dele, mais fraca você fica! - disse ele. - Como você é jovem para tantos poderes especiais, a sua fonte de energia é o seu pai, a quem você faz como referência... E distante dele, é como se você não tivesse mais razão para viver! - acho que é isso que estou sentindo.

Enquanto ele falava, eu não parava de pensar no meu pai, Peter. Emocionada, comecei á parar de caminhar e sucessivamente, Lali e Tic Tac.

- O que você está fazendo? - disse minha mãe, me puxando. - Vamos! - exaltou ela. - Pelo Peter... Pelo seu pai! - indagou ela, segurando minhas mãos.

- É por ele! - exaltei, enquanto lágrimas caiam sobre meu rosto.

Vagarosamente soltei as mãos de Lali e a olhei como um "Volto á te ver". Comecei á me concentar e pensar única e exclusivamente no meu pai. Não posso perder o Peter e farei de tudo para que nada de ruim o aconteça. Fechei os olhos e ao abrí-los novamente, em um piscar de olhos, apareci em uma rua escura. Assustada, olhei para todos os lados, não sabia onde estava, mas sabia o que procurava. Em uma esquina, avistei a sombra de alguém. Juntei forças e a vontade de rever meu pai e fui até lá... Não acreditei no que encontrei!

CONTINUA...

Lhes peço zilhões de desculpas por não estar postando... É que me falta tempo, pois tenho trabalhos do colégio, cursos, e ainda tenho que deixar o blog atualizado (sem falar no meu descanso, haha). Farei de tudo para postar mais vezes e, de qualquer forma, tentarei postar capítulos no fim de semana =/.

Pai??? - Mãe??? - A filha - 43x

Quando Benjamin saiu, eu e Lali levamos um susto... Tic Tac apareceu!

- Ah! - gritei. - Ah... Para, Tic Tac, eu posso até estar me acostumando, mas a minha mãe, não... Quer nos matar do coração?! - indaguei, com o coração acelerado.

- Temos que ser rápidos, antes que aconteça uma tragédia! - exaltou ele, enquanto desamarrava o pano da boca de Lali.

- O Benjamin vai matar o Peter! - exaltou ela, para meu desespero.

Tic Tac começou á desamarrá-la.

- E eu? Como vou me soltar? - indaguei, confusa.

- Sozinha! - exaltou ele.

De repente, a corda começou á passar por mim e eu me vi completamente solta, sem mais nada que me prendia.
Após desamarrar Lali, Tic Tac exaltou:

- Vamos! Rápido! - exaltou ele, indo em direção á porta, com Lali.

Me levantei da cadeira e os segui.

- No caminho você vai ter que me explicar direitinho o que está acontecendo comigo! - exaltei, enquanto por um instante, ele abriu a porta e saimos.

Ao chegarmos lá fora, percebemos que não havia nada além de muita terra... Era como se estivéssemos num deserto.

- Como vamos? - Lali perguntou.

- Andando! - exaltou ele, começando á caminhar na estrada.

Quanta classe, hein?!
Pra quê ter poderes especiais se num momento desses não temos nenhum veículo disponível?
O jeito e caminhar e, caminhar... Mas, tudo pelo meu querido papai!!!

CONTINUA...

Pai??? - Mãe??? - A filha - 42x

- Não fale nada! - exaltou Tic Tac e logo desapareceu.

Fiquei me fazendo perguntas, mas antes que as terminasse, ouvi um barulho e agora era Benjamin. Rapidamente, voltei para o lugar onde ele havia me deixado amarrada e tratei de dissimular. Logo, percebi a porta velha forçada á abrir e ao abrir, Benjamin entrou e com companhia.

- Mãe! - exaltei, surpresa.

Benjamin entrou com ela, segurando-a pelo braço e a colocou em uma cadeira. Logo, ele olhou pra mim.

- O que te deu garota? Tá maluca? - indagou ele, irônico. - Por que chamou a Lali de "mãe"? - disse ele, indo até a porta e fechando-a.

Ele não sabe toda a verdade? Agora fiquei confusa... Enquanto isso me perturbava, olhei para Lali que aparentemente havia chorado.

- O que aconteceu? - indaguei.

Ele caminhou até a Lali e começou á amarrá-la, enquanto falava.

- Por enquanto, nada. Mas, eu vou resolver todos os nossos problemas, tá, meu amor?! - indagou ele, se aproximando do rosto da Lali.

Ai, só pode ser um psicopata!!! Argh!

- VOCÊ ESTÁ LOUCO! - gritei.

- Olha, mocinha, é bom você abaixar esse tom de voz, senão vai ficar sem falar, ou melhor nem vai precisar falar! - exaltou ele, sarcastico.

Balancei a cabeça de forma negativa... Até parecia que eu estava acostumada com aquilo, estava muito calma, por sinal.
Ele amarrou a Lali.

- Agora peço que contenham a saudade, pois vou terminar de resolver alguns problemas e depois volto para resolver o seu probleminha, querida! - indagou Benjamin, irônico, olhando pra mim.

Quê? Vai me matar? Grande novidade...
Ele veio até mim e colocou o pano na minha boca, amarrando-o. Em seguida, foi até Lali e a observou por um momento, o que achei estranho e me deixou preocupada. Logo, ele passou a mão no rosto dela o que tive que me segurar. Ela o olhava com nojo, enquanto ele colocou um pano na boca dela.

- Eu te amo, meu amor e, não se preocupe a gente vai ficar junto! - disse ele, beijando o rosto dela.

Lali engoliu saliva e ficou olhando pro chão. Era super notável que ela tinha nojo dele e, mesmo não sabendo o que aconteceu, sei que... Algo grave se passou!

Benjamin saiu e trancou a porta. Olhei pra Lali e não sabia o que fazer.

CONTINUA...

Pai??? - Mãe??? - A filha - 41x

Horas sozinha naquele local precário, amarrada em uma cadeira e com a boca torturada por um pano, aparentemente, nada limpo. De repente, para um suspiro de alívio meu, ouvi o barulho de um carro, o qual logo distingui do carro de Benjamin, já que não era o mesmo soar. Por um momento pensei que estava salva... Já que meus pés não estavam amarrados, consegui me levar junto á cadeira até uma janela e me inclinei para ver se avistava algo lá fora. Comecei á fazer ruídos, ao mesmo tempo que tentava me livrar daquele pano amarrado á minha boca. Por um pequeno buraco que consegui achar, vi que o carro desconhecido ia... até que saiu de minha visão. Minha sobrancelha caiu e eu não tinha mais energia pra nada, suspirei fracassada e me virei. Me deparei com ele... O pano que estava na minha boca ficou frouxo e acabou caindo, me possibilitando falar.

- Tic Tac! - exaltei, assustada e ao mesmo tempo com um sorriso estampado na cara.

Aliviada, me sentei com a cadeira, já que não podia muito me mexer. Fiquei olhando pra ele e fiquei confusa quando percebi que ele não vinha até mim para me soltar... O que está acontecendo?

- Me solta logo! - exaltei. - Tenho que sair daqui, antes que o Benjamin volte! - gritei.

Ele olhou pra mim, sério, o que me deixou um tanto assustada.

- O que aconteceu? - indaguei, prevendo algo ruim. - Não me diga que... - não continuei á falar.

Ele balançou a cabeça de forma negativa, sem falar nada, o que me deixava muito apreensiva.

- Tic Tac, me solta logo! - gritei. - O Benjamin pode matar meus pais... - gritei ainda mais forte. - Eu tenho que salvá-los! - exaltei, quase chorando. - Me ajuda... - quase sussurrei.

- Eu não posso te ajudar... - disse ele, de cabeça baixa.

Eu olhei pra ele de uma forma irônica, tipo: "Por quê?".

- Veja... - ele se aproximou de mim e, de repente, passou pelo meu corpo.

Isso mesmo, seu corpo ultrapassou o meu, como se eu fosse uma alma... Como daqueles filmes e novelas em que o morto não sabe que está morto, e essa é a hora que ele descobre que está morto!

- Eu morri? - indaguei.

CONTINUA...

Pai??? - Mãe??? - A filha - 40x

Acordei amarrada em uma cadeira. Estava machucada, com raladuras no joelho e em outras partes do corpo e com uma grande dor de cabeça - por suposto, havia levado uma pancada na cabeça. Abri os olhos vagarosamente e percebi um pouco de sangue em certas partes do meu corpo. Benjamin tinha me atropelado e, por sorte, (ou de propósito) eu sai viva. Ele queria me fazer sofrer, foi o que percebi ao olhar pra frente. Lá estava ele, cheio de rancor e ódio. Eu não tinha muita força, estava frágil e com algumas feridas, tentei me mexer mas parecia algo impossível. Como havia um lenço na minha boca que me impedia de falar, fiquei gemendo, tentando me soltar, mas sem sucesso. Percebendo que eu estava indefensa, ele olhou pra mim, rindo, vitorioso. Tentei implorá-lo com o olhar que me deixasse em paz, mas ele estava com tanto ódio que não lhe cabia mais nada, nem uma palavra doce. Eu havia sido vencida, e agora ele está no total controle - não tem como piorar.

- Eu disse que se não fizesse o que mando seria pior pra você! - exaltou ele, enquanto apertava ainda mais a corda que me prendia á cadeira desconfortável.

De repente, ele se aproximou de mim e me olhou nos olhos.

- Eu sei quem você é! - exaltou ele, para meu desespero.

Ao ouví-lo, logo imaginei que ele tinha descoberto quem eu realmente sou, que não sou uma pessoa como qualquer outra... Fiquei inquieta e ele acabou tirando por um instante, aquele pano da minha boca e me deixou falar.

- Você vai me matar? - indaguei, nervosa.

- Sim! - exaltou ele e eu engoli saliva. - Mas, antes matarei o Peter, assim terei a Lali só pra mim! - disse ele, sorrindo maliciosamente.

Em seguida, voltou á enrolar o pano na minha boca, amarrando mais forte.
Depois, sem falar nada, ele se afastou de mim e saiu. Fiquei amarrada naquela cadeira dura e naquela cabana que mesmo parecendo bem acabada, estava totalmente trancada. Pouco depois, ouvi o barulho de um carro arrancar. Agora eu estava totalmente sozinha e presa num lugar deserto. E, por minha culpa, coloquei em perigo meu pai e minha mãe...

CONTINUA...

Pai??? - Mãe??? - A filha - 39x

Enquanto ele dirigia e íamos para um lugar desconhecido para mim, fiquei cabisbaixo, pensando. Como ele pode me deixar sem poderes e me fazer desistir? Eu não sou assim!
O ciclo sempre se repetia... Se tudo continuar como está, se eu não lutar, dessa vez eu também posso morrer, junto á minha mãe! Pensando bem, se eu não existir, quem sabe minha mãe não morra... Mas, e se meus pais não ficarem mais juntos? E se, tudo se repetir novamente? Qual caminho devo seguir se todos me levam á um mesmo destino?
Alguns dizem que o nosso destino já está escrito, outros que nós fazemos o nosso próprio destino... Eu vou apostar no segundo e lutar para que o que eu temo não aconteça!

- Pára esse carro! - gritei, do nada.

- Quê? - indagou ele, assustado e, sem saber, fazem o que eu tinha 'mandado'.

Ele foi parando o carro aos poucos. Eu não sabia que tinha feito aquilo... Á que propósito? Ergui minha cabeça e fiquei olhando fixamente para frente. Ele ficou parado, me olhando, esperando uma resposta. Eu estava pensando em algo, mas não sabia em quê.
Fechei os olhos e me imaginei em outro lugar, um lugar iluminado onde apenas eu conhecia. Sorri, aliviada, mas quando abri os olhos estava no mesmo lugar e Benjamin estava dirigindo.
Não funcionou! Aparentemente, imaginei me teletransportar, mas a energia dele estava me destruindo... De repente, ele parou o carro.

- O que foi? - indaguei, nervosa e, olhei pro local, onde não havia ninguém, estávamos numa área deserta, no meio do nada. - Onde estamos?

Ele sorriu e abriu as janelas do carro.

- Onde você ficará, enquanto não consigo o que quero! - exaltou ele, abrindo a porta do carro.

Ele parecia confiar em mim, não estava preocupado com alguma futura fuga minha. Abriu a porta do carro e me deixou sair. Olhei pra trás e havia uma espécie de 'cabana' (acabada).

- Ah, isso já é demais, Benjamin! - exaltei, me voltando á ele. - Me sequestra... tudo bem, mas me trazer para um lugar desses?! - indaguei, indignada. - What the hell?!

Comecei á caminhar e fui para a estrada.

- O que você está fazendo? - indagou ele, indo atrás de mim.

- Vou embora! - exaltei e comecei á correr.

Okay, se eu não consegui usar os poderes que eu tinha, então vou agir como uma pessoa normal! Comecei á correr com muita pressa, enquanto Benjamin me perseguia. Olhei pra trás e vi a distância que estávamos, o que me deixou um tanto satisfeita, já que eu estava com vantagem. Agora pensei, como ele é burro de agir sozinho! Olhei pra frente e vi que o caminho era longo... Será que vou conseguir seguir em frente? Parecia um túnel sem fim. Eu corria mais e mais, até que olhei pra trás e não vi mais Benja... Será que ele desistiu de me perseguir?
Para meu desespero, ouvi um barulho de carro, olhei pra trás e lá estava Benja, que se aproximava cada vez mais de mim. Corri, corri, mas não consegui escapar... Ele ficou bem atrás de mim e gritou:

- Agora vai ser pior pra você! - gritou ele, avançando seu carro pra cima de mim.

CONTINUA...

Pai??? - Mãe??? - A filha - 38x

Devido á minha falta e tempo e, aparentemente, não estarem mais lendo (ou gostando) da web (nem me incentivando e pedindo mais), fiquei sem postar a web novela essa semana. Eu iria postar (escrever) ontem, mas tive um imprevisto e tive que estudar para a aula de inglês que tive hoje, e não tive tempo.

OBS: Está na 3ª etapa, sendo que a 1ª foi de 18 (1-18) capítulos narrados por Peter, mais 18 (19-36) narrados pela Lali e, atualmente (não sei se é a última etapa), narrado por Paz (a filha de Lali e Peter).

PS: Escrevos os capítulos no momento em que posto.

- Fica caladinha e faz o que eu mando... - sussurrou ele, no meu ouvido, me soltando e colocando a arma na minha cintura.

Só podia ser um pesadelo! Fechei os olhos por 3 segundos e abri novamente, infelizmente, não sai do lugar... Era real! O mais terrível, era que por mais que eu tentasse usar meus poderes, eu não conseguia me concentrar, como se a energia local estivesse me atrapalhando. Agora eu percebi que não era tão forte assim.

- Por que você está fazendo isso comigo? - indaguei.

Ele colocou a mão no meu ombro e continuou com sua arma na minha cintura.

- Quem não tem cão caça como gato! - exaltou ele.

- Quê? - indaguei, exaltada.

Não entendi o que ele disse, mas não me soou muito bem - fiquei nervosa.

- Não se preocupe, você apenas servirá como isca! - exaltou ele, me empurrando, enquanto abria a porta.

Ele abriu a porta e, seguiu com a arma encostando em mim. Colocou seu braço em torno do meu pescoço e me disse para disfaçar e não tentar reagir - com medo, foi isso que fiz. Sem que percebecem, ele continuou com sua arma apontada á minha cintura e, após passarmos por várias enfermeiras, médicos, rapidamente, saímos do prédio do hospital e ele me levou até seu carro. Abriu a porta do automóvel preto e me mandou entrar. Ele fechou a porta e antes que atravessasse o carro para entrar, me disse pelo vidro da porta:

- Não tente nada! - exaltou ele.

Eu abaixei a cabeça e engoli saliva. Não sabia o que fazer, eu devia fazer algo, mas ao mesmo tempo algo me dizia que não. Uma fraqueza me atingia e eu estava caindo... Mas, não quero que as pessoas que amo caiam junto á mim. Por isso, tenho que lutar, seja como for, de qualquer forma!
Antes que eu fizesse algo, em frações de segundos, ele entrou no carro, fechou as janelas das portas e verificou se tudo estava fechado - provavelmente, estava receoso de alguma fuga minha, algo que eu não imaginava fazer, por incrível que pareça.

- Continue se comportando que tudo será melhor pra você! - exaltou ele, olhando pra mim de uma forma estranha.

- Só estarei bem quando você me deixar em paz! - exaltei, encarando-o.

- Que trocadilho, não é?! Seu nome não é Paz?! - ele sorriu, irônico. - A minha não é você, aliás, você é a minha arma para conseguir o que quero... - sussurrou ele. - Lali!

Tive uma grande vontade de chorar, mas olhei pra baixo e, decidi não cair, estou em direção de um abismo, mas quero me recuperar á tempo. Ergui minha cabeça e tentei ser pacífica.

- Você não está bem... Pense bem no que está fazendo, você pode se arrepender! - exaltei, olhando nos olhos dele, cheios de ódio. - Se você a ama de verdade, vai deixá-la ser feliz, com quem quer que seja!

Á princípio, ele parecia cair na real, mas antes que eu terminasse o que tinha á dizer, ele desviou seu olhar e, lá estava aquele homem que é capaz de fazer tudo por ódio, decepção, obsessão.

- Não fale asneiras... - ele ligou o carro. - Fique quietinha no seu canto, sem falar nada ou vai ser pior pra você! - exaltou ele, seguindo seu percurso.

CONTINUA...

Pai??? - Mãe??? - A filha - 37x

3ª fase: A filha!
Depois que a Lali (minha mãe) foi atrás do Peter (meu pai), fui logo pro banheiro e me tranquei lá. O tempo passou e eu fiquei com sede, então sai do banheiro e peguei um jarro que havia ao lado da cama, peguei um copo e enchi com água. Enquanto eu bebia a água, ouvi um barulho e ao me virar, lá estava o Benjamin.

- Quem é você? - indagou ele, olhando pra mim, espantado.

Eu fiquei paralisada, não sabia o que fazer... Estava sper-hiper-ultra-mega... supresa! Ele não parava de olhar pros lados, estava procurando Lali. Timidamente coloquei minha mão sobre a jarra.

- Quem é você? - perguntou ele novamente, agora gritando.

Quando ele gritou, levei um susto e resolvi disfarçar. Vagarosamente me aproximei dele, como se nada tivesse acontecido.

- Oi, sou Paz... - eu disse, estendendo-lhe a mão.

Ele me olhou de cima á baixo de tal forma que imaginei que estava se lembrando de mim.

- O que faz aqui? - indagou ele.

- É que eu vim ficar com o Peter... - deixei escapar.

Ele mudou sua feição e me olhou como se eu fosse algo que lhe desse nojo.

- Ah, você é a tal parente dele, não é?! - indagou ele, se aproximando de mim.

Nervosa, afirmei, balançando a cabeça. Ele chegou bem próximo de mim e parou, olhou pros lados e voltou á me perguntar:

- E a Lali? Onde ela está?

- A Lali...? - eu disse, gaguejando. - Lali?

O que eu falo?

- É, a Lali!!! - gritou ele, apertando meu braço.

Como ele ousa tocar em mim? Como o assassino da minha mãe tem essa audácia? Ah, agora ele vai ver o que é bom pra tosse!
Bruscamente me separei dele e exaltei, desafiando-o:

- Olha aqui, a Lali e você não têm mais nada. - encarei ele. - Ela ama o Peter, não você. Ela é dele, não sua!

Ele me olhou com ódio e eu retrucava, obviamente. De repente, ele me surpreendeu quando me pegou pelo braço, me apertando de tal forma que me deixou quase imóvel, não podendo me soltar dele.

- O que você tá fazendo? - indaguei, assustada. - Você está louco? Me solta! - gritei.

Comecei á gritar, já que ele não me soltava. Até que, senti algo estranho atrás de mim... era uma arma.

- Fica caladinha e faz o que eu mando... - sussurrou ele, no meu ouvido, me soltando e colocando a arma na minha cintura.

CONTINUA...

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